Brasil celebra o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra com foco no combate às desigualdades e na valorização do povo negro

19 DE novembro DE 2025

Brasil celebra o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra com foco no combate às desigualdades e na valorização do povo negro

Veja Mais
A Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), terminou no domingo (16/11) com um ato político que reuniu de pessoas de diversos territórios do Brasil e do mundo. Ponto alto do encerramento foi a leitura pública da carta final intitulada Declaração da Cúpula dos Povos rumo à COP30, documento que sintetiza as denúncias, propostas e agendas construídas ao longo dos cinco dias de atividades com o acúmulo político das mais de 1,3 mil organizações participantes. A carta foi entregue, logo em seguida, ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago. A CUT esteve presente em todo o processo e integrou a leitura do documento, representada pela presidenta da CUT-Pará, Vera Paoloni. O encerramento foi acompanhado também pelo cacique Raoni Metuktire, liderança histórica dos povos indígenas do Brasil, que há décadas denuncia a destruição ambiental e o avanço de violações contra povos originários. Em sua fala, Raoni lembrou que ele alerta para a crise ambiental desde muito antes de o tema ocupar a agenda global. “Há muito tempo eu vinha alertando sobre o problema que, hoje, nós estamos passando, de mudanças climáticas, de guerras”, afirmou. Ele convocou os movimentos presentes a seguirem mobilizados: “Peço que possamos dar continuidade a essa missão de defender a vida da Terra, do planeta. Que tenhamos essa continuidade de luta contra aqueles que querem destruir a nossa terra”, disse. Carta final convoca organização global dos povos e denuncia falsas soluções A leitura da carta política da Cúpula, feita de forma coletiva por representantes de diversos movimentos, marcou o tom do encerramento: um chamado à ação, à solidariedade internacional e ao enfrentamento direto às estruturas que alimentam a crise climática. A presidenta da CUT-Pará, Vera Paoloni, participou desse momento e recitou um trecho central do documento, que resume o espírito do encontro: “A nossa tarefa política principal é o trabalho de organização dos povos em todos os países e continentes. Vamos enraizar nosso internacionalismo em cada território e fazer de cada território uma trincheira de luta internacional. É tempo de avançar de modo mais organizado, independente e combativo para aumentar nossa consciência, força e combatividade. Agora eu vou dizer e vocês vão repetir: Povos do mundo, unidos. Povos do mundo, uni-vos”. O texto denuncia as “falsas soluções” apresentadas por governos e corporações para enfrentar a emergência climática, especialmente aquelas baseadas em mecanismos de mercado que não alteram a lógica de exploração dos territórios. O documento afirma que a crise climática é resultado direto do modo de produção capitalista, responsável por aprofundar desigualdades, impor violência aos povos e provocar degradação ambiental em escala global. A carta aponta ainda que as comunidades periféricas, povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores rurais e populações negras são os grupos mais impactados pelos eventos climáticos extremos, consequência direta do racismo ambiental e da desigual distribuição de poder e recursos. Leia aqui a DECLARAÇÃO DA CÚPULA DOS POVOS RUMO A COP30 Responsabilização das transnacionais e reivindicações para transição justa Um dos eixos centrais do documento é a responsabilização clara das corporações transnacionais — mineradoras, empresas de energia, indústria bélica, agronegócio e Big Techs — pela catástrofe climática. A carta defende que não haverá transição justa sem enfrentamento direto à concentração de riqueza, à exploração dos territórios e às estruturas que criminalizam povos e movimentos sociais. Entre as reivindicações apresentadas estão: •	demarcação imediata de terras indígenas e de outros povos tradicionais; •	reforma agrária e fortalecimento da agroecologia; •	fim do uso de combustíveis fósseis; •	taxação das grandes corporações e dos mais ricos para financiar a transição justa; •	participação direta dos povos nas decisões climáticas; •	fim das guerras e das intervenções imperialistas; •	valorização dos saberes ancestrais como referência legítima para soluções climáticas. A carta dedica parte substancial à crítica aos conflitos e guerras em curso no mundo, com denúncia explícita do genocídio contra a Palestina e solidariedade às populações que resistem a intervenções militares, inclusive no Caribe e na África. O documento afirma que o imperialismo segue ameaçando a soberania dos povos e instrumentalizando conflitos para manter privilégios econômicos e geopolíticos. Autoridades recebem a carta e assumem compromissos O encerramento contou com a presença das ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Marina Silva (Meio Ambiente e Clima), além do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que recebeu oficialmente a carta. Boulos anunciou que a Secretaria-Geral abrirá uma mesa de diálogo permanente com os povos do Tapajós, para assegurar participação direta antes da implementação de qualquer projeto na região. Para ele, a democracia exige escuta ativa e protagonismo dos territórios. Sônia Guajajara ressaltou que acolher a carta é reconhecer a centralidade dos povos na defesa da vida. “A democracia é feita com participação do povo, com escuta e compromisso”, afirmou. Marina Silva reforçou que o país enfrenta uma emergência climática. “O que foi feito até agora não tem sido suficiente, porque o clima já mudou”, disse. André Corrêa do Lago, presidente da COP30, comprometeu-se a apresentar o documento nas reuniões de alto nível que terão início nesta segunda-feira (17). CUT reforça papel estratégico da Classe Trabalhadora Ao longo da Cúpula, a CUT participou de diversos debates, inclusive como parte do Eixo 3, dedicado à crítica aos modelos econômicos vigentes e aos impactos da transição energética. Nesse espaço, representantes de diferentes países denunciaram a captura corporativa da agenda climática e defenderam que a transição deve ser conduzida com democracia, soberania dos povos e garantia de direitos trabalhistas. No debate, a secretária nacional de Meio Ambiente da CUT, Rosalina Amorim, lembrou que comunidades periféricas continuam excluídas dos processos decisórios e que a transição não pode se transformar em nova forma de desigualdade. O Eixo 3 serviu como exemplo da diversidade de debates que compuseram a Cúpula e do papel da CUT na defesa de uma transição justa orientada pelos povos. Participação massiva e encerramento com banquetaço popular A Cúpula dos Povos reuniu cerca de 70 mil pessoas de movimentos sociais locais, nacionais e internacionais, povos indígenas, trabalhadores urbanos e rurais, população em situação de rua, juventudes, mulheres, população LGBTQIAPN+, pescadores, quilombolas, marisqueiras e diversos outros grupos que formam a pluralidade da Amazônia e do Sul Global. A abertura teve uma grande barqueata pela Baía do Guajará, e o encerramento contou com um banquetaço popular na Praça da República, preparado por cozinhas comunitárias e acompanhado de apresentações culturais abertas ao público. A carta final sintetiza esse espírito de pluralidade e afirma: “Nossa visão de mundo está orientada pelo internacionalismo popular, com intercâmbios de saberes que constroem laços de solidariedade e cooperação entre nossos povos”.    Por André Accarini/CUT Brasil, com informações do Governo Federal e da Agência Brasil

18 DE novembro DE 2025

A Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), terminou no domingo (16/11) com um ato político que reuniu de pessoas de diversos territórios do Brasil e do mundo. Ponto alto do encerramento foi a leitura pública da carta final intitulada Declaração da Cúpula dos Povos rumo à COP30, documento que sintetiza as denúncias, propostas e agendas construídas ao longo dos cinco dias de atividades com o acúmulo político das mais de 1,3 mil organizações participantes. A carta foi entregue, logo em seguida, ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago. A CUT esteve presente em todo o processo e integrou a leitura do documento, representada pela presidenta da CUT-Pará, Vera Paoloni. O encerramento foi acompanhado também pelo cacique Raoni Metuktire, liderança histórica dos povos indígenas do Brasil, que há décadas denuncia a destruição ambiental e o avanço de violações contra povos originários. Em sua fala, Raoni lembrou que ele alerta para a crise ambiental desde muito antes de o tema ocupar a agenda global. “Há muito tempo eu vinha alertando sobre o problema que, hoje, nós estamos passando, de mudanças climáticas, de guerras”, afirmou. Ele convocou os movimentos presentes a seguirem mobilizados: “Peço que possamos dar continuidade a essa missão de defender a vida da Terra, do planeta. Que tenhamos essa continuidade de luta contra aqueles que querem destruir a nossa terra”, disse. Carta final convoca organização global dos povos e denuncia falsas soluções A leitura da carta política da Cúpula, feita de forma coletiva por representantes de diversos movimentos, marcou o tom do encerramento: um chamado à ação, à solidariedade internacional e ao enfrentamento direto às estruturas que alimentam a crise climática. A presidenta da CUT-Pará, Vera Paoloni, participou desse momento e recitou um trecho central do documento, que resume o espírito do encontro: “A nossa tarefa política principal é o trabalho de organização dos povos em todos os países e continentes. Vamos enraizar nosso internacionalismo em cada território e fazer de cada território uma trincheira de luta internacional. É tempo de avançar de modo mais organizado, independente e combativo para aumentar nossa consciência, força e combatividade. Agora eu vou dizer e vocês vão repetir: Povos do mundo, unidos. Povos do mundo, uni-vos”. O texto denuncia as “falsas soluções” apresentadas por governos e corporações para enfrentar a emergência climática, especialmente aquelas baseadas em mecanismos de mercado que não alteram a lógica de exploração dos territórios. O documento afirma que a crise climática é resultado direto do modo de produção capitalista, responsável por aprofundar desigualdades, impor violência aos povos e provocar degradação ambiental em escala global. A carta aponta ainda que as comunidades periféricas, povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores rurais e populações negras são os grupos mais impactados pelos eventos climáticos extremos, consequência direta do racismo ambiental e da desigual distribuição de poder e recursos. Leia aqui a DECLARAÇÃO DA CÚPULA DOS POVOS RUMO A COP30 Responsabilização das transnacionais e reivindicações para transição justa Um dos eixos centrais do documento é a responsabilização clara das corporações transnacionais — mineradoras, empresas de energia, indústria bélica, agronegócio e Big Techs — pela catástrofe climática. A carta defende que não haverá transição justa sem enfrentamento direto à concentração de riqueza, à exploração dos territórios e às estruturas que criminalizam povos e movimentos sociais. Entre as reivindicações apresentadas estão: • demarcação imediata de terras indígenas e de outros povos tradicionais; • reforma agrária e fortalecimento da agroecologia; • fim do uso de combustíveis fósseis; • taxação das grandes corporações e dos mais ricos para financiar a transição justa; • participação direta dos povos nas decisões climáticas; • fim das guerras e das intervenções imperialistas; • valorização dos saberes ancestrais como referência legítima para soluções climáticas. A carta dedica parte substancial à crítica aos conflitos e guerras em curso no mundo, com denúncia explícita do genocídio contra a Palestina e solidariedade às populações que resistem a intervenções militares, inclusive no Caribe e na África. O documento afirma que o imperialismo segue ameaçando a soberania dos povos e instrumentalizando conflitos para manter privilégios econômicos e geopolíticos. Autoridades recebem a carta e assumem compromissos O encerramento contou com a presença das ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Marina Silva (Meio Ambiente e Clima), além do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que recebeu oficialmente a carta. Boulos anunciou que a Secretaria-Geral abrirá uma mesa de diálogo permanente com os povos do Tapajós, para assegurar participação direta antes da implementação de qualquer projeto na região. Para ele, a democracia exige escuta ativa e protagonismo dos territórios. Sônia Guajajara ressaltou que acolher a carta é reconhecer a centralidade dos povos na defesa da vida. “A democracia é feita com participação do povo, com escuta e compromisso”, afirmou. Marina Silva reforçou que o país enfrenta uma emergência climática. “O que foi feito até agora não tem sido suficiente, porque o clima já mudou”, disse. André Corrêa do Lago, presidente da COP30, comprometeu-se a apresentar o documento nas reuniões de alto nível que terão início nesta segunda-feira (17). CUT reforça papel estratégico da Classe Trabalhadora Ao longo da Cúpula, a CUT participou de diversos debates, inclusive como parte do Eixo 3, dedicado à crítica aos modelos econômicos vigentes e aos impactos da transição energética. Nesse espaço, representantes de diferentes países denunciaram a captura corporativa da agenda climática e defenderam que a transição deve ser conduzida com democracia, soberania dos povos e garantia de direitos trabalhistas. No debate, a secretária nacional de Meio Ambiente da CUT, Rosalina Amorim, lembrou que comunidades periféricas continuam excluídas dos processos decisórios e que a transição não pode se transformar em nova forma de desigualdade. O Eixo 3 serviu como exemplo da diversidade de debates que compuseram a Cúpula e do papel da CUT na defesa de uma transição justa orientada pelos povos. Participação massiva e encerramento com banquetaço popular A Cúpula dos Povos reuniu cerca de 70 mil pessoas de movimentos sociais locais, nacionais e internacionais, povos indígenas, trabalhadores urbanos e rurais, população em situação de rua, juventudes, mulheres, população LGBTQIAPN+, pescadores, quilombolas, marisqueiras e diversos outros grupos que formam a pluralidade da Amazônia e do Sul Global. A abertura teve uma grande barqueata pela Baía do Guajará, e o encerramento contou com um banquetaço popular na Praça da República, preparado por cozinhas comunitárias e acompanhado de apresentações culturais abertas ao público. A carta final sintetiza esse espírito de pluralidade e afirma: “Nossa visão de mundo está orientada pelo internacionalismo popular, com intercâmbios de saberes que constroem laços de solidariedade e cooperação entre nossos povos”. Por André Accarini/CUT Brasil, com informações do Governo Federal e da Agência Brasil

Veja Mais
Contraf-CUT apoia chapa qualificada e alinhada com interesses dos associados nas eleições dos GATs da ANABB

18 DE novembro DE 2025

Contraf-CUT apoia chapa qualificada e alinhada com interesses dos associados nas eleições dos GATs da ANABB

Veja Mais
COE cobra transparência, proteção no teletrabalho e responsabilidade do Itaú nas reestruturações

18 DE novembro DE 2025

COE cobra transparência, proteção no teletrabalho e responsabilidade do Itaú nas reestruturações

Veja Mais
Bradesco exige recadastramento do Vale-transporte e alerta para suspensão do benefício

18 DE novembro DE 2025

Bradesco exige recadastramento do Vale-transporte e alerta para suspensão do benefício

Veja Mais
Definidos bancários que representarão o PR no Torneio de Futebol Virtual EA FC25

17 DE novembro DE 2025

Definidos bancários que representarão o PR no Torneio de Futebol Virtual EA FC25

Veja Mais
Dia 21 tem Assembleia dos Gerentes e Supervisores de Canais da Caixa na base de Londrina

17 DE novembro DE 2025

Dia 21 tem Assembleia dos Gerentes e Supervisores de Canais da Caixa na base de Londrina

Veja Mais
Lucro do Banco do Brasil cai 47,2% nos nove primeiros meses de 2025

Banco do Brasil

17 DE novembro DE 2025

Lucro do Banco do Brasil cai 47,2% nos nove primeiros meses de 2025

Veja Mais
COP 30: trabalhadores apoiam Plano de Ação em Saúde de adaptação às mudanças climáticas

16 DE novembro DE 2025

COP 30: trabalhadores apoiam Plano de Ação em Saúde de adaptação às mudanças climáticas

Veja Mais
Bancários do Bradesco aprovam Acordo do sistema de ponto eletrônico

15 DE novembro DE 2025

Bancários do Bradesco aprovam Acordo do sistema de ponto eletrônico

Veja Mais
Funcionários do Bradesco votam nesta sexta (14) Acordo do ponto eletrônico

14 DE novembro DE 2025

Funcionários do Bradesco votam nesta sexta (14) Acordo do ponto eletrônico

Veja Mais
Presidente da CUT defende transição justa com emprego, renda e direitos na COP30

14 DE novembro DE 2025

Presidente da CUT defende transição justa com emprego, renda e direitos na COP30

Veja Mais