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‘Não há perdão para quem atenta contra a democracia’, afirma Lula

Ao lado dos chefes dos demais poderes, Lula ergueu exemplar da Constituição – Foto: Ricardo Stuckert

 Um ano após a invasão e depredação dos Três Poderes em Brasília (DF), o Congresso Nacional recebeu o ato “Democracia Inabalável” na segunda-feira (8/01).

Promovida pelo governo federal, a solenidade reuniu 500 convidados e autoridades com o objetivo de manter viva a memória da resistência das instituições à tentativa de golpe promovida por militantes e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2023.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra seu próprio povo”. Em discurso de encerramento do evento, Lula afirmou que todos aqueles que financiaram, planejaram e executaram a tentativa de golpe, em 8 de janeiro de 2023, serão exemplarmente punidos.

Para o presidente, o perdão “soaria como impunidade”. E a impunidade, como “salvo-conduto” para novos atos terroristas no país.

“Salvamos a democracia. Mas a democracia nunca está pronta. Precisa ser construída e cuidada, todo santo dia. A democracia é imperfeita, porque somos humanos e, portanto, imperfeitos. Mas temos, todos e todas, o dever de unir esforços para aperfeiçoa-la todo santo dia”, afirmou.

Se a tentativa de golpe fosse bem-sucedida, disse Lula, muito mais do que vidraças, móveis, obras de arte, objetos históricos teriam sido roubados e destruídos. “A vontade soberana do povo brasileiro, expressa nas urnas, teria sido roubada, e a democracia teria sido destruída. A essa altura, o Brasil estaria mergulhado no caos econômico e social”.

No início do discurso, Lula saudou a todos os brasileiros “que se colocaram acima das divergências para dizer um eloquente não ao fascismo”.

Também fez uma saudação especial àqueles que, no dia 9 de janeiro, caminharam de braços dados do Planalto até à Suprema Corte, em sinal de união contra a ameaça golpista, em meio ao cenário de destruição deixado pela horda bolsonarista no dia anterior.

“Nunca uma caminhada tão curta teve tanto significado na história do nosso país. A coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros e ministras da Suprema Corte, ministros e ministras de Estado, militares legalistas e, sobretudo, da maioria do povo brasileiro garantiu que nós estivéssemos aqui hoje, celebrando a vitória da democracia sobre o autoritarismo.

A reação unitária dos poderes diante da ameaça golpista salvou a democracia, disse o presidente. “Mas a democracia nunca está pronta. A democracia é imperfeita, porque somos humanos e, portanto, imperfeitos. Mas temos, todos e todas, o dever de unir esforços para aperfeiçoá-la todo santo dia”.

A tentativa de golpe 

Em 8 de janeiro de 2023, cerca de 4 mil golpistas que estavam acampados em frente ao quartel-general do Exército migraram rumo à Praça dos Três Poderes, em Brasília, para vandalizar as dependências do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto.

Escritórios e salas foram destruídos, assim como obras de artes e móveis históricos. O rastro de destruição deixou prejuízo próximo dos R$ 21 milhões aos cofres públicos, 2.151 pessoas presas, 44 policiais feridos e 40 golpistas feridos.

Após o episódio, duas CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) foram abertas no Congresso, houve uma intervenção federal no governo do Distrito Federal e o afastamento de Ibaneis Rocha (MDB) do cargo de janeiro a março, e uma série de operações da Polícia Federal para investigar mentores, financiadores e articuladores da ação, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

Por Redação CUT Nacional, com informações da Rede Brasil Atual 

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