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Congresso aprova reajuste na tabela do Imposto de Renda

O Congresso Nacional aprovou, na quinta-feira (24/08), a ampliação da faixa de isenção do IR (Imposto de Renda), que havia sido concedida pelo governo Lula no dia 1º de maio por meio da MP (Medida Provisória) 1172/23.

Para a presidenta da Contraf-CUT, a medida torna maior o salário líquido dos bancários, ou seja, mais dinheiro no bolso do trabalhador. “Isso ajuda a potencializar aquele reajuste que nós acordamos na nossa Convenção Coletiva de Trabalho”, observou.

Com os custos da cesta básica de julho de 2023, segundo levantamento realizado pelo Dieese, na cidade de São Paulo a correção da tabela do IR permitirá, com o salário médio de caixa, por exemplo, a compra de 1kg a mais de carne, ou 1kg de café, ou 5kg de feijão, ou 9kg de arroz, ou 6 litros de leite. Em cidades com custo de vida menor daria para comprar mais. Em Aracajú, por exemplo, daria para comprar 1,3Kg de café, ou 7 litros de leite, a mais por mês.

– Leia mais: Valorização do salário-mínimo se torna política de Estado
E vai melhorar

“O governo Lula está cumprindo os compromissos fez durante a campanha. Ou seja, essa isenção é o começo. O presidente se comprometeu a ampliar a isenção para R$ 5 mil”, lembrou Juvandia. “Nós vamos trabalhar junto ao Congresso para que se amplie essa isenção dada agora e essa tabela do imposto de renda melhore ainda mais, pra que quem ganha menos pague menos mesmo”, reforçou a presidenta da Contraf-CUT.

Juvandia lembrou ainda que o salário das pessoas que ganham menos é praticamente todo comprometido com o consumo e com os gastos que têm. “O que ganham não é suficiente para poupar. Elas consomem praticamente todo o seu salário. Então para que esse trabalhador tenha melhor condição de vida, é justo que ele pague menos imposto e que os super-ricos paguem mais” disse.

A presidenta da Contraf-CUT também defende a tributação de dividendos distribuídos aos acionistas das empresas. “Eles são isentos e precisam começar a pagar. Assim podemos ampliar a isenção dos mais pobres sem comprometer a arrecadação necessária para a realização das políticas que o país precisa”, explicou. “Isso também valoriza os salários dos trabalhadores”, concluiu.

– Leia mais sobre questão tributária

Fonte: Contraf-CUT

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