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Centrais Sindicais conversam com empresários sobre atualização do modelo sindical

Encontro dos presidentes da CUT, UGT e Força Sindical com Luiza Trajano

 O presidente da CUT, Sérgio Nobre e os presidentes da Força Sindical, Miguel Torres, e Ricardo Patah, da UGT, se reuniram na quarta-feira (10/01), em São Paulo, com a empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, para dialogar sobre a atualização do modelo sindical e o fortalecimento da negociação coletiva entre trabalhadores, trabalhadoras, empresas e Sindicatos.

A negociação coletiva, defendeu o presidente da CUT, em artigo recente, é o melhor instrumento para tratar das questões do mundo do trabalho. Hoje, mais de metade dos trabalhadores brasileiros não contam com proteção sindical e têm déficit de proteção trabalhista. São microempreendedores, autônomos, trabalhadores para plataformas de aplicativos, pescadores, agricultores familiares, artesãos, ambulantes, entre outros, que não têm nenhum direito trabalhista nem previdenciário.

“Ou seja, quase 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras estão sem proteção trabalhista nem social, nesse novo mundo do trabalho.  Então por isso precisa atualizar o modelo”, ressaltou à época.

Hoje o presidente da CUT destacou que a maior prioridade do movimento sindical é apresentar ao Congresso Nacional um projeto nesse sentido e, que para isso, chegou o momento de grandes empresas entrarem neste debate e ajudar na construção de um novo modelo sindical.

“Luiza Trajano é uma grande liderança, de um setor importante como é o comércio. Ela sempre compreendeu que o trabalhador é um cidadão, portador de direitos, inclusive, o de negociar coletivamente e de participar das decisões que envolvem o futuro das empresas. Infelizmente, nem todos os empresários têm tradição de negociação coletiva envolvendo os Sindicatos”, disse sobre os motivos da reunião com a empresária.

O projeto ainda em construção, que deve ser levado ao Congresso Nacional, teve início a partir da decisão do presidente Lula em instalar uma mesa nacional, em janeiro do ano passado, para atualizar o movimento sindical.

“O que a gente quer é um projeto dentro de um entendimento com empresários, que de fato modernize e fortaleça a negociação”, afirmou o presidente da CUT.

Vamos buscar outras lideranças empresariais para que façamos essa construção, já que o movimento sindical fortalecido não é apenas um instrumento de regulação do trabalho; é o pilar da democracia”, ressaltou.

Segundo Sérgio Nobre, quanto mais fortes são os Sindicatos e os movimentos sociais, mais forte é a democracia, e episódios como o 8 de janeiro nunca mais acontecerão.

Além de empresários e setores específicos, as Centrais Sindicais estão buscando diálogos com as lideranças de partidos políticos.

“Esperamos que ainda no primeiro trimestre deste ano o projeto que atualiza o movimento sindical e fortalece as negociações coletivas seja colocado na pauta do Congresso Nacional”, o presidente da CUT.

Por Rosely Rocha/CUT Nacional

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