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Brasil cobra na COP28 a conta dos países desenvolvidos pelo aquecimento global

Brasil busca protagonismo para atrair investimento para países com florestas – Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

O Brasil chegou à Cúpula do Clima da ONU (COP28), a mais importante sobre as mudanças climáticas, determinado a mostrar que o país mudou radicalmente sua política ambiental no último ano. A COP 28, que está sendo realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, será usada pelas nações, essencialmente, para definir e onde aplicar os investimentos que poderão frear de forma urgente o aquecimento global. Para os trabalhadores e trabalhadoras o resultado da Cúpula é fundamental para que sejam definidas as formas de transição justa, para que eles não sejam os que mais pagarão pela transição energética.

Essa é uma das Conferências sobre o clima com recorde de participações, reunindo 70 mil delegados de 197 países, além de empresas e ONGs (Organizações Não Governamentais). Só do Brasil foram 2.400 inscrições, incluindo agentes do setor público e privado.

Um dos mais importantes momentos do encontro é o chamado Balanço Global, que servirá para entender como cada país está avançando no Acordo de Paris, firmado em 2015, quando os países se comprometeram em diminuir a emissão de gás carbônico.

Na ocasião ficou determinado que o aquecimento não poderia ultrapassar dois graus, e que a meta a ser perseguida deveria ser o de 1,5 grau, índice que já está próximo de ser atingido.

A Organização das Nações Unidas emitiu um comunicado há pouco afirmando que está posto que os países estão muito fora do caminho daquilo que foi deliberado no Acordo de Paris.

Para entender a conta que deve ser feita, tanto no que representa a emissão de gases de efeito estufa de cada país, como as compensações que por consequência deverão ser feitas, é preciso compreender que os gases de efeito estufa ficam acumulados.

Isso significa que para medir o impacto causado por cada país é preciso olhar para o acumulado de emissões de cada um desde a década de 1850. A partir dessa lógica, os Estados Unidos da América são os mais emissores disparados de gases de efeito estufa.

É nessa conta que os países desenvolvidos entram como os maiores poluidores do planeta. E é essa a mensagem que o governo brasileiro tem passado: aqueles que se enriqueceram é quem tem que pagar a conta.

Em discurso histórico, onde o presidente Lula concedeu seu espaço de fala como chefe de Estado para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ele afirmou: “Nós estamos na COP não é para sermos cobrados e nem para sermos subservientes. É para altivamente cobrar que medidas sejam tomadas. Porque é isso que o Brasil tem feito. Foi o Brasil que ajudou que se tivesse o mecanismo na convenção que se chama perdas e danos. Reparação pelas perdas de países vulneráveis em função da mudança do clima produzida por países desenvolvidos. Como virá essa reparação? Terá que vir em forma de recursos, terá que vir em forma de cooperação tecnológica, terá que vir na forma de abertura de mercado, terá que vir de forma solidária para que se tenha uma transição para países desenvolvidos e países em desenvolvimento”, disse.

A ministra também ressaltou que a política ambiental adotada pelo país neste ano foi responsável por grande parte da redução do desmatamento da Amazônia. “Já conseguimos, nos 10 primeiros meses, reduzir o desmatamento que estava numa tendência de alta assustadora. Reduzimos o desmatamento em 49,5%, evitando lançar na atmosfera 250 milhões de toneladas de CO2. Se não fossem essas medidas tomadas, teríamos um aumento do desmatamento de 54% e não uma queda de 49% nesses 10 meses”, disse Marina Silva.

A Conferência teve início em 30 de novembro vai até o dia 12 de dezembro. O presidente Lula deixou a COP-28, passou pela Alemanha no dia 4, onde assinou 19 acordos de cooperação com aquele país. A maior parte dos documentos trata de meio ambiente, bioeconomia e desigualdades sociais.

Por Carolina Servio/CUT Nacional

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