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Bancários do Paraná paralisam agência do BB em Toledo contra o assédio moral

Dirigentes da Fetec-CUT/PR e de Sindicatos filiados na paralisação no BB em Toledo contra o assédio moral

Dirigentes da Fetec-CUT/PR (Federação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito do Paraná) estão paralisando nesta quinta-feira (7/12) a agência do Banco do Brasil em Toledo em protesto contra a prática do assédio moral.

De acordo com o presidente do Sindicato de Toledo, Fernando Comassetto, funcionários e funcionárias daquela unidade já não aguentam tanta pressão do atual gestor, que dizem ter deixado um rastro de adoecimentos em outras cidades onde já passou, como Apucarana, Campo Mourão, Curitiba e Cascavel. “Nós já tivemos caso de tentativa de suicídio aqui em Toledo e muitas pessoas estão tomando remédios de tarja preta por causa dos maus-tratos sofridos”, relata.

Fernando conta que o gestor disse não ter medo do Sindicato quando foi procurado para rever sua postura agressiva. Diante disso, sua conduta de assediador já foi levada ao conhecimento da Superintendência Regional, encaminhada ao canal de denúncias pelo 0800 do BB e já foram tomadas todas as medidas possíveis para resolver esse problema. “Já fizemos tudo o que se pode imaginar para remover esse gestor daqui, mas como o Banco do Brasil não toma providências, agora vamos ingressar com medidas judiciais, porque a situação está feia. Não podemos perder nossos colegas por conta desse ambiente de trabalho hostil que se instalou em Toledo pela falta de atenção da direção do BB em relação à saúde dos seus funcionários”, ressalta o presidente do Sindicato de Toledo.

Problema estrutural

O presidente da Fetec-CUT/PR, Deonísio Schimdt, afirma que denúncias sobre casos de assédio moral estão ocorrendo em diversas cidades do Paraná e apesar das solicitações feitas pelo movimento sindical junto ao banco para coibir esse tipo de conduta dos gestores, nada foi feito até agora. “Esperamos com este protesto em Toledo chamar a atenção da direção do Banco do Brasil para esse problema, que sabemos ocorrer em todo o país. Nossa expectativa com a mudança na gestão do BB era de retomar o papel de banco público e não de agir como os bancos privados, que só pensam no lucro fácil à custa da exploração de clientes e dos funcionários. Nosso protesto hoje em Toledo também é para cobrar isso, porque acreditamos que as práticas do governo passado, que tanto mal fez ao nosso país, devem ser deixadas de lado. Ainda há tempo para mudar”, sugere.

Por Armando Duarte Jr.

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