Trabalhadores da Educação paralisam atividades em todo o País contra a reforma da Previdência

A intenção é realizar uma paralisação histórica para "esquentar" a organização da Greve Geral no dia 14 de junho A intenção é realizar uma paralisação histórica para "esquentar" a organização da Greve Geral no dia 14 de junho
terça-feira, 14/05/2019

Professores e estudantes do ensino federal, estadual e municipal de todo o País vão cruzar os braços nesta quarta-feira (15/05), Dia Nacional de Greve na Educação.

A intenção é construir uma mobilização histórica contra a reforma da Previdência e os cortes de investimentos na educação, reunindo trabalhadores e trabalhadoras da rede pública e privada, servindo também de "esquenta" para a Greve Geral marcada para o dia 14 junho para mostrar ao governo Jair Bolsonaro (PSL) que os brasileiros não aceitam o fim da aposentadoria.

Além dos professores e estudantes das escolas municipais e estaduais que já aderiram à paralisação nacional deste dia 15/05, os trabalhadores das universidades e institutos federais começaram a anunciar o resultado das assembleias com aprovação da participação na Greve Nacional da Educação chamada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) e pela Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino).

O setor da educação universitária vai parar no Brasil inteiro. Até agora já são mais de 70 universidades que confirmaram a adesão à greve e aos atos que ocorrerão em todas as capitais.

Segundo o presidente da CNTE, Heleno Araújo, quando a entidade pensou na greve, a ideia era justamente envolver a educação básica, profissional, tecnologia e universitária de todo o país, já que todos e todas serão impactados com os cortes das verbas e a proposta de reforma da Previdência.

“O anúncio de corte de recursos da educação colocou lenha na fogueira e ajudou a ampliar a adesão das universidades e instituições federais, com suas entidades nacionais chamando para a deliberação das assembleias das associações de docentes e movimento estudantil”.

“É uma unidade muito importante para dialogar com a população e mostrar o quanto a educação pública e de qualidade, nos três níveis (federal, estadual e municipal), estão sendo atacadas de forma brutal pelo governo Bolsonaro” - Heleno Araújo

“Somente juntos vamos fortalecer essa luta pelo direito social e humano a uma educação pública e de qualidade da creche à pós-graduação”, conclui Heleno.

Professores serão mais prejudicados com reforma

Se PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6/2019, da reforma da Previdência, for aprovada no Congresso Nacional, os professores e professoras serão uma das categorias mais penalizadas.

As mulheres terão de trabalhar pelo menos mais 10 anos e os homens mais 5 anos para alcançar a idade mínima de 60 anos para requerer a aposentadoria.

A proposta de Bolsonaro pretende fixar em 60 anos a idade mínima para professores e professoras da rede pública e privada se aposentarem. A reforma também pretende unificar em 30 anos o tempo mínimo de contribuição para ambos os sexos.

E mesmo trabalhando durante 30 anos, os professores e professoras receberiam apenas 80% do salário-benefício. Para receber o valor integral do benefício (100%), eles teriam de contribuir por 40 anos.

Por Érika Aragão/CUT Nacional

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